Livro mostra que o autismo não é o fim de tudo

A obra mostra que o transtorno não é o fim do mundo e que é possível ajudar um autista a desenvolver suas habilidades impulsionando seu potencial

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Esclarecer informações valiosas sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e reforçar a importância do diagnóstico. Essas são uma das propostas do livro “Mentes únicas”, de Clay e Luciana Brites. Publicada pela Gente Editora, a obra mostra que o transtorno não é o fim do mundo e que é possível ajudar um autista a desenvolver suas habilidades impulsionando seu potencial.

Com linguagem acessível e trazendo um panorama histórico sobre o tema até os tempos atuais, a obra pretende mostrar que o conhecimento é o fator fundamental responsável por fazer as crianças, dentro do espectro, tornem-se seres humanos realizados dentro de suas particularidades.

“Mentes Únicas” ensina também como o autismo foi descoberto, quais são as pesquisas atuais sobre o assunto, como o cérebro de uma criança autista funciona, como identificar o espectro numa criança ou adolescente e quais são as melhores abordagens e práticas no dia a dia.

O neuropediatra Clay Brites explica que o autismo é um transtorno de desenvolvimento que afeta de maneira decisiva e predominante a capacidade de percepção social. Segundo o especialista, estima-se que, aproximadamente, 1% da população tenha autismo.

“Apesar disso, o assunto ainda é pouco discutido em âmbito nacional. Por esse motivo, há tantas dúvidas de familiares e profissionais das áreas de educação e saúde. Seja por preconceito ou dificuldade de aceitação, fato é que precisamos estar mais atentos aos primeiros sinais apresentados na infância para conseguir trabalhar de maneira correta com essa condição”, declara.

Segundo a psicopedagoga Luciana Brites, a falta de informação é o grande vilão. Ela diz que é comum ver pais e professores apresentarem grandes dificuldades em lidar com os autistas.

“Mas, apesar de todas os desafios, é possível ajuda-los a ter uma vida melhor”, declara.

Para a profissional, o que realmente faz a diferença é o diagnóstico. Quanto mais cedo, melhor e mais rápido será o processo que irá ajudar o autista a ter uma vivência mais conectada com a vida social, além de saber como lidar com as suas instabilidades. “Para isso, é necessário conhecer mais e descobrir cedo”, afirma.

O livro mostra que é possível vencer os obstáculos do autismo. “Além de identificar as particularidades do TEA, ensina pais e profissionais da saúde e da educação a estimular uma pessoa com autismo de modo que ela consiga desenvolver suas habilidades impulsionando seu potencial”, diz.

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